Ararajubas

 
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Metas do Projeto

  •  Reintroduzir a ararajuba – Guaruba guarouba – na região metropolitana de Belém.
  •  Monitorar a população de ararajubas reintroduzidas até que ela seja considerada auto-sustentável.
  •  Ressaltar a gravidade do tráfico e da caça ilegal de animais silvestres, utilizando essa espécie para sensibilizar a população.
  •  Realizar atividades de educação ambiental tendo essa ação como exemplo.
  •  Gerar conhecimento científico sobre a espécie e o processo de reintrodução, de forma a facilitar sua conservação no futuro.

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade – IDEFLOR- Bio do Pará é uma entidade pública, autárquica, que tem a missão de gerir
as florestas públicas para produção sustentável; promover a execução das políticas de preservação, conservação e uso sustentável da biodiversidade,
da fauna e da flora terrestres e aquáticas no Estado do Pará.

Através de sua Diretoria de Gestão de Biodiversidade (DGBio) tem como atribuição identificar as áreas a serem protegidas, conservadas e/ou recuperadas,
como a criação de Unidades de Conservação da Natureza, corredores ecológicos, ações de manejo, reintrodução de espécies ameaçadas ou extintas, assim como elaborar e executar projetos para a conservação, recuperação e/ou proteção de Fauna e Flora ameaçadas de extinção do Estado do Pará.

Com objetivo de promover a preservação de espécies ameaçadas de extinção foi firmado entre IDEFLOR-Bio e Fundação Lymington a parceria para a execução do projeto de reintrodução das ararajubas (Guaruba guarouba). A Fundação idealizadora do projeto é uma instituição conservacionista sem
fins lucrativos que promove a criação e reprodução de algumas espécies de psitacídeos.

A ararajuba é uma espécie que ocorre apenas na Amazônia. É candidata à espécie símbolo do Brasil, pois mostra em suas penas as cores verde e
amarela da bandeira. Considerada ameaçada de extinção, está na categoria de vulnerável. Caso não sejam promovidas estratégias de conservação,
correm o risco de sumir totalmente da natureza. Isso acontece justamente pela sua beleza, que a torna vítima do tráfico de animais silvestres. Apesar da distribuição histórica da espécie incluir o estado do Pará, ela desapareceu da região metropolitana de Belém há muitas décadas.

Com o projeto, traremos aves nascidas em cativeiro, de volta a seu habitat natural. O local escolhido para realizar as primeiras solturas é o Parque Estadual do Utinga PEUt), onde foi montada  a estrutura necessária para  executar o projeto. As aves são  transportadas do seu criadouro de origem, na Fundação Lymington, até o PEUt, ficando abrigadas nos viveiros por 4 meses. Durante esse tempo elas receberão treinamento para fortalecerem sua musculatura de voo e aprenderem a encontrar abrigo nas árvores, a se alimentarem dos frutos da região, a serem capazes de reconhecer predadores naturais e se defenderem das ameaças eficientemente.

Após o período de adaptação, as aves serão finalmente soltas no parque, iniciando a fase do monitoramento. Nesse período elas serão observadas
pela equipe técnica, que irá avaliar se elas conseguirão realizar todas as atividades essenciais para sua sobrevivência. A reintrodução será bem
sucedida a partir do momento em que observarmos essas ararajubas formando casais entre si e se reproduzindo em seu ambiente natural,
indicando que elas se adaptaram muito bem, possibilitando a formação de uma nova população capaz de se sustentar.